TRAÇO LUSITANO

“Traço Lusitano: Perspectivas de um Povo”
Comemorar a Arte em Português
A presente exposição celebra a densidade e a pluralidade da alma lusófona, reunindo um diálogo inédito entre figuras cimeiras da arte contemporânea. Sob o título Traço Lusitano, propõe-se uma viagem pela linha que une continentes, memórias e estéticas.
Reunindo alguns dos maiores expoentes da arte contemporânea, esta mostra explora o “traço” não apenas como elemento técnico, mas como um gesto de afirmação e pertença.
O percurso celebra a mestria de Manuel Cargaleiro e a sua harmonia entre cor e cerâmica, em diálogo com o rigor matemático e a luminosidade de Nadir Afonso. A abstração encontra novos fôlegos na gestualidade de Artur Bual e no jogo de sombras e transparências de Noronha da Costa, enquanto o surrealismo se manifesta na liberdade absoluta de Mário Cesariny e no onirismo poético de Cruzeiro Seixas.
A “perspectiva de um povo” ganha corpo na observação social e humana de Júlio Pomar e na força telúrica das figuras de Graça Morais. Esta narrativa expande-se além-mar com a multiculturalidade de José de Guimarães, o universo fabulista moçambicano de Roberto Chichorro e o expressionismo figurativo com cores primárias intensas e pinceladas que sugerem o movimento e ritmo cabo verdiano de Kiki Lima – cuja obra, em 2026, recordamos como um legado vivo de ritmo e cor.
Nesta reunião de mestres, o traço lusitano revela-se como uma herança partilhada: uma linha que, ao mesmo tempo, recorda as raízes e projeta-se no futuro como uma linguagem universal e sem fronteiras.
Traço Lusitano não é apenas uma retrospectiva de nomes consagrados; é uma viagem/reflexão sobre como o “traço” – ora rigoroso, ora onírico – se tornou a ferramenta de eleição para projetar a perspectiva de um povo que se define pela sua capacidade de navegar entre mundos

Obras referentes a exposição

Voltar